domingo, 27 de junho de 2010

Região Hidrográfica do São Francisco: realidade e tristeza.

Área de Abrangência 




Área Total: 638.324 km², 8% do País 


Alto São Francisco: da nascente do rio São Francisco até a cidade de Pirapora (MG) (área de 110.696 km2, correspondente a 17% área superficial da região); 


Médio São Francisco: de Pirapora até Remanso (BA) (322.140 km2; 50% da região); 


Sub-médio São Francisco: de Remanso até Paulo Afonso (BA) (168.528 km2; 26% da região); e oBaixo São Francisco: de Paulo Afonso até a foz do São Francisco (36.959 km2; 6% da região).


Países: Brasil (100%)


Estados: Minas Gerais (36,8%), Distrito Federal (0,2%), Goiás (0,5%), Bahia (48,2%), Pernambuco (10,9%), Alagoas (2,3%), Sergipe (1,1%) 

Precipitação: Apresenta média anual de 1.036 mm, sendo os mais altos valores na ordem de 1.400 mm – verificados nas nascentes do rio São Francisco e os mais baixos – cerca de 350 mm –, entre Sento Sé (BA) e Paulo Afonso (BA). O trimestre mais chuvoso é de novembro a janeiro, contribuindo com 55% a 60% da precipitação anual, enquanto o período mais seco é de junho a agosto.


Disponibilidade e Usos da Água: A vazão média natural de longo período é estimada em 3.037 m³/s (ANA, 2002c). Porém, há perdas no sistema devido à alta evapotranspiração potencial, verificada principalmente no Submédio São Francisco. Esse fenômeno faz com que somente o reservatório de Sobradinho tenha sua perda por evaporação estimada em mais de 200 m³/s. As vazões observadas podem ser assim resumidas: i) vazão média anual: máxima de 5.244 m³/s; média de 3.037 m³/s; mínima de 1.768 m³/s; máxima mensal de 13.743 m³/s, ocorrente em março; mínima mensal de 644 m³/s, ocorrente em outubro e ii) vazão específica: 11,2 L/s/km² no Alto São Francisco, 5,5 L/s/km² no Médio, 0 L/s/km² no Submédio e 4,6 L/s/km² no Baixo São Francisco. A vazão específica nula verificada na região do Submédio se deve basicamente às elevadas perdas por evaporação.

Aspectos Relevantes 
Definir estratégias que resultem no aumento da segurança hídrica para o abastecimento doméstico e que compatibilize os múltiplos usos da água, tais como: abastecimento humano, irrigação, piscicultura, dessedentação animal, lazer e turismo em toda região hidrográfica . 
Definir metas para compatibilizar os usos múltiplos da água, prioritariamente no Alto Médio São Francisco. 
Resolver conflitos entre a demanda para usos consuntivos e insuficiência de água em períodos críticos, principalmente nos rios Verde Grande e Mosquito, no norte de Minas Gerais e no Sub-Médio São Francisco. 
Implementar sistemas de tratamento de esgotos domésticos e industriais, principalmente no Alto São Francisco.


 Racionalizar o uso da água para irrigação no Médio e Sub-Médio São Francisco. 
Estabelecer estratégias de prevenção de cheias e proteção de áreas inundáveis, com ênfase no Alto São Francisco. 
Implementar programas de revitalização para uso e manejo adequado dos solos, para controle de erosão e assoreamento na região metropolitana de Belo Horizonte, Serra do Espinhaço e vale do rio Abaeté, no Alto São Francisco; ao longo da Serra da Mangabeira e na parte sul do reservatório de Sobradinho, no Médio São Francisco; e no vale do rio Pajeú e em pontos isolados do Baixo São Francisco. 
Aumentar a oferta hídrica por meio de novos reservatórios de regularização e revisão das regras operacionais dos existentes.
Melhorar as condições de navegabilidade na região hidrográfica. 


Promover ações que induzam à implantação e o fortalecimento institucional que permita avançar na gestão descentralizada dos recursos hídricos. 


População: 12.823.013 habitantes, 8% da população do País (ANA, 2002a), com maior concentração no Alto (50%) e Médio São Francisco (20%). Cabe, por sua vez, ao Sub-médio e ao Baixo São Francisco porcentagens da população de 17% e 13%, respectivamente. Na região hidrográfica como um todo, a população urbana representa 74% da população total.



Triste Realidade
Infelizmente, a realidade vivida pelo nosso rio é de muita tristeza, o descaso por parte do poder público e a ausência de políticas públicas de preservação e manutenção do Velho Chico, tem condenado o rio a uma morte lenda e agonizante. Problemas como o assoreamento, a poluição, (de um modo geral os esgotos das cidades ribeirinhas despejados no leito sem tratamento), e o acumulo de lixo em suas margens, têm decretado o avanço do mar e o fim do São Francisco. É necessário que haja uma conscientização da população ribeirinha em tomar pequenas medidas transformadoras e, de forma organizada, cobrar do poder público alternativas capazes de mudar essa triste realidade.

sábado, 12 de junho de 2010

Diagnóstico Ambiental em Mussuipe

A Educação Ambiental visa o desenvolvimento sustentável, ou seja, busca mudar hábitos enraizados na sociedade para possibilitar que as gerações futuras também possam fazer uso dos recursos naturais disponíveis atualmente. Os exemplos mais comuns sobre as degradações que o meio ambiente está sofrendo são a poluição e o desperdício dos recursos hídricos e a produção exagerada de resíduos sólidos, bem como a destinação incorreta que é dada aos mesmos.

A água é um recurso natural muito importante para a manutenção da vida na Terra. Nos vegetais, a água absorvida pelas raízes participa da composição da seiva que é transportada até as folhas e estas, por sua vez, realizam a fotossíntese fornecendo oxigênio para a atmosfera. No homem, a água está presente no processo da digestão (sucos gástricos e bílis), na lubrificação dos olhos (lágrimas) e dos alimentos (saliva), na respiração, na excreção e na circulação. Percebemos, portanto, que as pessoas necessitam de muita água para garantir que esta cumpra corretamente suas funções no nosso organismo, porém esta água precisa ser de boa qualidade para que não chegue a oferecer riscos à nossa saúde, pois quando poluída ou contaminada pode provocar algumas doenças.

Alunos e professores da Escola Municipal Vereador Francisco Duda Da Silva, realizaram no ultimo sábado, 12 de junho, uma visita a comunidade e construiram um diagnóstico dos problemas causados pelo acúmulo de lixo.

A negligência do poder executivo na coleta do lixo produzido pela população municipal, e a falta de iniciativa na tentativa de sanar esse problema, tem provocado muitos transtornos a comunidade local. O esquecimento, afeta diretamente e de maneira negativa o Riacho Mussuipe, que por sua vez encontra-se extremamente poluído e coberto pelo mato (COMO NA FOTO ACIMA E ABAIXO), onde foi possível encontrar desde recipientes de perfumes e desodorantes até tênis e restos de animais mortos.


 O abandono do afluente é um fator determinante para ausência de peixes e outras vidas aquáticas, outora registrado pela população mais antiga do povoado.
O lixo encontrado na entrada da comunidade tornou-se a triste realidade vivida pelo povo, que espera das autoridades competentes a resolução do problema. A partir dessas informações será possível o apontamento de algumas diretrizes para elaboração de plano de ação que torne mais efetiva a coleta de lixo produzido pela comunidade, promovendo uma melhoria na qualidade de vida da população local. desse modo, a escola pretende elaborar e por em prática um projeto voltado a preservação do meio ambienate, buscando junto as autoridades competentes a realização de uma coleta constante e efetiva. A comunidade escolar espera o engajamento a colaboração do povo na resolução do problema.